sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Prescrições digitais reduzem erros médicos


Um estudo recentemente divulgado no jornal Health Services Research concluiu que 61% dos erros com a medicação nos hospitais ocorrem devido a receitas médicas incorretas ou escritas com uma letra ilegível. O estudo comparou o sistema de prescrição médica digital com as receitas manuais. A conclusão foi de que o número total de erros diminuía 66% nas receitas digitais e que os erros de dosagem eram reduzidos em 43%. A implementação das prescrições digitais é um passo simples para aumentar a segurança dos pacientes, minimizando erros por parte dos farmacêuticos.
Fonte: Portal Abril

Medicamentos Retirados do Mercado



O tema dos medicamentos retirados do mercado ilustra a reportagem de capa da revista Veja desta semana e introduz uma indagaçâo a respeito do quão eficientes são os mecanismos de controle das agências que regulam a introduçâo de novos medicamentos no mercado. Segundo a revista, " a produção de um remédio é um processo longo e caro. Só a indústria americana investe mais de 50 bilhões de dólares por ano em desenvolvimento de medicamentos. Ao chegar às farmácias, um remédio terá custado algo em torno de 1 bilhão de dólares e consumido em média dez anos de investimento. Isso significa que o fabricante tem apenas outros dez anos para vendê-lo com exclusividade, até que vença a patente (ela começa a contar a partir do registro da molécula que dá origem ao medicamento). Depois, o caminho está aberto para a produção de genéricos e os lucros proporcionados pelo remédio caem drasticamente. É, portanto, natural que os fabricantes tenham pressa em lançar um medicamento".

A reportagem aponta que 90% das pesquisas de novos medicamentos são efetuadas pelas indústrias farmacêuticas e que muitos pesquisadores trabalham, paralelamente, para a indústria e para o FDA, o que deixa dúvidas com respeito à confiabilidade destes estudos.

Num país como o Brasil, onde é corrente a prática da auto-medicação e onde, para alguns médicos, a principal fonte de atualização são as informações transmitidas pelos representantes da indústria farmacêutica. esta é uma situação preocupante. "Os problemas existem, mas não se pode demonizar a indústria", diz João Massud Filho, da Unifesp. "Obviamente, há a pesquisa malfeita, mas é impossível prever tudo o que vai acontecer com um medicamento depois que ele chega ao mercado."Nos últimos quarenta anos, a FDA e a Emea, a agência européia de controle de medicamentos, já retiraram 130 remédios do mercado. "É absolutamente normal que alguns problemas surjam somente após o lançamento", diz Gustavo Kesselring, diretor de pesquisa clínica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Embora os estudos clínicos com um medicamento tentem rastrear a totalidade dos seus efeitos adversos, estima-se que 5% deles surjam posteriormente à comercialização. É, antes de mais nada, uma questão de escala. Durante a fase de testes, 10.000 voluntários experimentam a medicação. Depois de sua entrada no mercado, o número de usuários passa a ser de milhões.



Fonte: 3/11/2008 - Veja




quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Rimonabanto é retirado do mercado



O rimonabanto, popularmente conhecido como a "pílula anti-barriga", foi retirado do mercado pelo laboratório produtor depois que a agência reguladora europeia, European Medicines Agency, reconheceu que os benefícios que o medicamento apresenta não superam os riscos.
Vários estudos realizados demonstraram que o rimonabanto, utilizado no tratamento da obesidade, está associado a um risco duas vezes maior de aparecimento de transtornos psiquiátricos, tais como ansiedade e depressão nos pacientes, em comparação com os que não usaram o produto.

Para maiores detalhes, consulte o site da Anvisa: http://www.anvisa.gov.br/ ou do laboratório Sanofi-Aventis: http://www.sanofi-aventis.com.br/.

Detetização? Você está por fora!!!




Se você não assistiu a palestra do acadêmico Flávio Blumberg ontem à noite, decididamente perdeu uma grande oportunidade de aprender um pouco sobre saúde ambiental.

Esta é uma área ainda pouco explorada pelo profissional farmacêutico, pois no estado do RS, segundo dados de 2006, publicados na revista Galênicas, do Conselho Regional de Farmácia, existem apenas nove profissionais atuando na área.

A Saúde Ambiental, antigamente conhecida como Controle de Pragas, dedica-se a garantir a qualidade ambiental em hospitais, restaurantes, indústrias, farmácias e outros locais, eliminando insetos, roedores e qualquer outro tipo de pragas ou vetores que possam transmitir doenças ao homem.

Flávio ressaltou que detetização é um termo totalmente inadequado, pois significa o emprego de DDT, droga que não é mais utilizada há muitos anos, devido a sua alta toxicidade e grande impacto ambiental. Atualmente, a Saúde Ambiental envolve atividades preventivas e corretivas,
tais como desinsetização (para insetos e aracnídeos), desratização (para roedores), expurgo de cereais, limpeza de reservatórios de água, combate a pombos e morcegos, descupinização e outros.

Após uma ampla exposição do assunto, conclui-se da necessidade de conscientização das pessoas para a questão da saúde ambiental e a importância do profissional farmacêutico nesse contexto.